Querido(a) leitor(a),

Querido(a) Leitor(a),
O Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil do Centro Educacional 03 de Brazlândia, aqui representados pelos alunos: Cristoffer Lucas (Conselho), Débora Alves, Iansanan Luna (Conselho) e Raylson Carlos (Grêmio); têm o prazer de fazê-lo(a) benvindo(a) ao "Blogrêmio".
Neste blog, nossa equipe irá discutir um assunto que é um tanto polêmico, se trata de "Educação de qualidade". O que é educação de qualidade para você? Quais os melhores métodos para um ensino de qualidade? Por que há tanto desinteresse por parte de alguns alunos e professores em promover qualidade na educação? Todos os temas que se referem a esse assunto serão tratados aqui da forma mais imparcial possível.
Nos comprometemos a fazer um jornalismo claro e objetivo. Temos como principal característica a crítica, seja ela boa ou má. Faremos com que você pense e tire suas próprias conclusões sobre a qualidade na educação e, principalmente, se o Centro Educacional 03, está caminhando rumo à educação de qualidade.

Um abraço e bom proveito!!!
A sua equipe Blogrêmio.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Deputados elogiam Pronatec, mas apontam falhas no programa

Audiência Pública - Claudio Ricardo Gomes de Lima (CONIF), Rodolfo Torelly (Ministério do Trabalho), Ednalva Américo (SEST/SENAT), dep. Izalci (autor do requerimento), Gustavo Leal Sales Filho (SENAI), Roberto Nogueira Ferreira(CNC/SESC/SENAC), Wilson Conciani (reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília), Raphael Almeida (diretor da Fed. Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico) e Uílian Nogueira (SINOSEFE)
Programa de expansão do ensino profissionalizante
foi tema de debate na Comissão de Educação e Cultura.


Um dia após a aprovação na Câmara da proposta (PL 1209/11) do Executivo para expansão do ensino profissionalizante, parlamentares elogiaram a medida, mas apontaram falhas no projeto. O deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) defendeu a
possibilidade de parceria entre governo e empresas privadas para a execução direta de cursos de formação profissional. Já o deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) acredita que é preciso investir na qualidade do ensino fundamental para garantir um ensino técnico efetivo.
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) reúne estratégias de ampliação de vagas nas redes públicas, custeio de cursos oferecidos pelo Sistema S e financiamento do ensino na rede privada. A expectativa do governo é que a medida crie 8 milhões de vagas em formação inicial e continuada nos próximos anos, incluindo ensino profissional concomitante ao ensino médio e cursos de qualificação de pelo menos 160 horas.
O texto aprovado permite o aporte direto de recursos da União em escolas estaduais, municipais e do Sistema S para o custeio das vagas no ensino profissional. O dinheiro servirá para pagar todos os gastos com mensalidade e matrícula e, em alguns casos, bancar também o transporte e a alimentação dos estudantes.
O projeto prevê também a execução de ações do programa por meio de parcerias entre o governo e entidades sem fins lucrativos. “Não entendo o porquê desse preconceito com as empresas que geram lucro. A proposta é, sim, um avanço, porém manteve um ranço desnecessário que acaba retardando o desenvolvimento do País”, argumentou Vieira, durante audiência pública promovida nesta quinta-feira pela Comissão de Educação e Cultura.
O deputado defendeu a oferta direta de cursos pelas companhias aos seus empregados. Os cursos seriam custeados pelo Poder Público. “Quem pode oferecer um curso mais adequado à realidade do mercado de trabalho que a própria empresa?”, questionou Vieira. O deputado Izalci (PR-DF), que sugeriu o debate, concordou: “O importante é que o estudante tenha acesso a um curso gratuito e de qualidade, independente de quem o oferecerá, se o Estado ou a iniciativa privada”.
Pela proposta aprovada, os empresários poderão contratar empréstimos a juros baixos para financiar os cursos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Mas, segundo Gastão Vieira, a medida é insuficiente para estimular a participação dos empresários no Pronatec.
O texto seguiu para análise do Senado. Lá, ele ainda poderá sofrer alterações. Nesse caso, a proposta do Pronatec retornará à Câmara antes de ir à sanção.
Qualidade do ensino
Por sua vez, Dr. Ubiali acredita que, apesar do investimento no setor, as carências atuais do ensino fundamental público podem inviabilizar o ensino técnico de qualidade. Pesquisa recente feita pelo movimento Todos Pela Educação, o Instituto Paulo Montenegro/Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que, ao final do 3º do ensino fundamental, os alunos não dominam competências básicas em leitura, escrita e matemática.
O estudo é resultado da Avaliação Brasileira do Final do Ciclo da Alfabetização, batizada Prova ABC, que analisou o aprendizado de 6 mil estudantes em 250 escolas de todo o País. Os dados revelam que, em média, 43,9% desses alunos deixam o ciclo de alfabetização sem aprender o necessário em leitura; 46,6% não têm o desempenho esperado em escrita; e 57,2% não fazem contas básicas de soma e subtração. “Acho o Pronatec um excelente programa, mas me preocupa o fato de que os estudantes chegam ao ensino técnico sem conhecer o básico”, declarou Dr. Ubiali.
A proposta do Pronatec trata especificamente da educação profissional e não prevê ações no ensino fundamental. O diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Gustavo Leal, contudo, informou que o órgão negocia com o Ministério da Educação (MEC) a oferta de aulas de reforço dos conteúdos escolares no ensino profissionalizante. “Podemos fazer esse reforço e até diminuirmos um pouco o ritmo das aulas, mas o nosso compromisso com a indústria é que o nível do curso técnico não será diminuído em razão da má formação dos alunos”, afirmou.
A melhoria da qualidade da educação básica, que compreende os ensinos fundamental e médio, está prevista na proposta do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), em tramitação na Câmara.
Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Marcelo Oliveira

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

LEITURA - ESSA ARTE FAZ PARTE...


A leitura faz parte da vida das pessoas, e o uso de textos pode ser um recurso útil e eficaz no processo de Reabilitação Cognitiva, que se treinado pode usá-lo em casa com músicas, notícias de jornais e revistas e até com orações. Abaixo estão algumas sugestões que podem ser consideradas ao usar esse recurso.

1. A ESCOLHA DO TEMA
Independente do quanto estão preservadas as habilidades cognitivas do sujeito, o contato com um texto só ocorre porque existe um propósito, um interesse. Sendo assim, o texto escolhido como recurso para treino de habilidades cognitivas tem um pré-requisito: ser do interesse de quem o lerá. A avaliação dos interesses antigos e recentes do individuo será determinante, e familiares e professores podem ser informantes úteis, em especial quando o aluno tem dificuldade de identificar esses temas.

2. FORMATAÇÃO DO TEXTO
Após a escolha do tema, a apresentação do texto é um cuidado importante e que pode determinar a eficácia desse recurso. Uma página “limpa”, sem distratores, letras em tamanhos grandes e fontes não-serifadas, como “Arial”, favorecem compreensão e a velocidade da leitura.

3. ESTIMULAR A IDENTIFICAÇÃO DO OBJETIVO DA LEITURA
Para uso do texto o objetivo da leitura é o primeiro passo a ser lembrado, por exemplo, ao oferecer uma notícia sobre o campeonato brasileiro deve-se estimular o leitor a identificar quais informações que ele deseja com aquela leitura: a posição do seu time na tabela? O resultado do último jogo? Esse objetivo pode ser lembrado durante a leitura, cabendo ao profissional fazer de forma tal que não prejudique a compreensão ou tire a atenção.

4. DESTACAR INFORMAÇÕES RELEVANTES
Chamar a atenção nas partes relevantes do texto pode ajudar na compreensão e memorização da informação que está sendo buscada, o uso de marcadores e pedir que o leitor repita em voz alta, são alternativas usadas. Mesmo para aqueles que não possuem nenhum déficit de memória, a estratégia de marcar as palavras principais do texto pode ser útil.

5. RELER PARA POTENCIALIZAR A COMPREENSÃO
Ler mais de uma vez também é recomendado. A primeira leitura pode objetivar identificar os pontos relevantes do texto, enquanto que na segunda vez pode-se explorar mais da compreensão, especialmente quando o aluno conta com o efeito priming da memória. Pausas durante a finalização das ideias do texto são usadas e neste momento e o sujeito é estimulado a verbalizar o que compreendeu até então.

6. ESTRATÉGIAS PARA POTENCIALIZAR A LEITURA
Durante a leitura algumas “ferramentas” podem ser empregadas.
O uso de uma régua opaca durante a leitura é útil, direcionando a atenção do aluno para o trecho do texto que está sendo lido, evitando confusões que comumente ocorrem ao término da linha.
Outro facilitador quando se faz uso de letras de músicas ou orações é digitar ou escrever o texto de forma que as linhas terminem nas pausas que geralmente são dadas ao falar, por exemplo:
“Pai nosso que estais no céu,
Santificado seja o vosso nome,
Venha a nós o vosso reino”.
Esta apresentação do texto pode ajudar no reconhecimento do texto.

E NOS ERROS SEMÂNTICOS?

Alguns equívocos semânticos podem acontecer, sendo importante o acompanhamento do trecho que está se dar seguimento ao texto não comprometendo a compreensão do sendo lido. Diante desses equívocos deve-se chamar a atenção do sujeito questionando-o e dando outra opção, neste caso a palavra certa, como por exemplo: "novelo ou novela"? Caso o aluno não perceba deve-mesmo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ensino e Educação de Qualidade

Ensino de qualidade e Educação de qualidade. Há alguma diferença entre os dois conceitos? 
Veja o que o professor José Manuel Moran, especialista em mudanças na educação presencial e a distância, disse.

"Há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com a educação de qualidade. Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino se organizam uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a que compreendam áreas específicas do conhecimento (ciências, história, matemática).

Na educação o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade. Fala-se muito de ensino de qualidade. Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns cursos, faculdades, universidades com áreas de relativa excelência. Mas o conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de qualidade.

O ensino de qualidade envolve muitas variáveis:
  • Organização inovadora, aberta, dinâmica. Projeto pedagógico participativo.
  • Docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente. Bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais.
  • Relação efetiva entre professores e alunos que permita conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los.
  • Infra-estrutura adequada, atualizada, confortável. Tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.
  • Alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.
O ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que ser amplamente subsidiado e patrocinado.
Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência.
Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte e o que é fruto as vezes de alguns grupos, lideranças de pesquisa, como se fosse generalizado em todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades.

Temos um ensino em que predomina a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.
Temos bastantes alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar.
A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.

O ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande demanda existe, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na prática.. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do que real processo de mudança.
É importante procurar o ensino de qualidade, mas conscientes de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas.

Nosso desafio maior é caminhar para uma educação de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesmas do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social. E até agora encontramos poucas pessoas que estejam prontas para a educação com qualidade."

Texto publicado no livro Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 12ª ed. Campinas: Papirus, p.12